Polímero regenerável prolonga a vida do óleo do motor - 04-03-2010
Pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, desenvolveram polímeros capazes de se autoconsertar que prometem estender a vida útil dos óleos automotivos, evitando danos ao motor e aumentando o tempo de troca. Os polímeros poderão ser adicionados aos lubrificantes em geral, especialmente ao óleo do motor, mantendo as propriedades físicas do óleo por mais tempo, ajudando a aumentar a eficiência do motor e economizar combustível Aditivos para o óleo Os polímeros são adicionados aos óleos automotivos para controlar propriedades físicas essenciais ao seu desempenho, como a viscosidade. Mas o estresse termal e mecânico pode quebrar as longas cadeias poliméricas, diminuindo sua eficiência e deixando o óleo sem suas propriedades especificadas. A inspiração para o desenvolvimento dos novos polímeros veio dos materiais biológicos, como a pele, que é capaz de se curar sozinha depois de sofrer algum corte ou ferimento. A equipe do professor David Haddleton fez o mesmo projetando um polímero em formato de estrela-do-mar que é capaz de se regenerar no caso de algum dano, restaurando sua função de aumentar a viscosidade do óleo. Química da regeneração O polímero de metacrilato de metila tem longos braços, que podem ser cortados fora pelo estresse mecânico ou termal. Os pesquisadores então acrescentaram adutos de Diels Alder na espinha dorsal do polímero, o que permite que as moléculas se regenerem por meio de uma reação de cicloadição Diels Alder - os adutos funcionam como uma espécie de terminação no braços do polímero. "Outros tipos de química, como a química dos radicais livres, frequentemente sofrem reações colaterais indesejadas, ao passo que os grupos de Diels Alder costumam fazer apenas a reação de Diels Alder", explica Haddleton. Esta seletividade torna a reação Diels Alder particularmente adequada para a reação de reforma que permite que os polímeros se autoconsertem, onde é importante ter grandes conversões sob condições brandas, para minimizar a perda no desempenho do polímero. Os pesquisadores agora pretendem "otimizar a química antes de passá-la aos nossos colaboradores industriais para o desenvolvimento de novos lubrificantes automotivos," diz Haddleton.

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br - MKT BakelitSul
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